A vida...

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A vida é tão singela que acaba sendo uma atividade complexa entender tamanha grandeza em tão nobre simplicidade. O conceito da vida é múltiplo, pois é subjetivo, e também é antigo, atual e futuro. Pensar na vida é olhar para dentro de nossa própria história e externar gratidão ou tão somente frustração.

No caminho há todo o tipo de experiência, e, a cada grau que saímos da rota, o destino final se redesenha. É possível ter uma postura ativa, sem altivez, que é má conselheira. Por mais que as alamedas surjam, também haverá aridez e incompreensões.

O mundo segue com suas energias, tal qual o ser humano e a natureza. A fragilidade da vida é tema recorrente em poesias, parábolas e conversações filosóficas. Há quem diga que somos vapores, meras sombras ou tão somente nuvens.

No momento da dor, no instante da sufocação sentimental, sentimo-nos menores. Os ombros ficam arqueados, e os pensamentos nublados não produzem paz. A repetição dos acontecimentos pode até tornar o homem frio, mas jamais o tornará totalmente insensível; em algum canto de sua alma há “preso” um amor, um gostar e uma consideração que pode levá-lo a sucumbir emocionalmente.

O prestígio e a importância que atribuímos aos nossos bens e às pessoas que nos rodeiam ditam os passos de nosso caminhar. Quanto mais sozinhos estivermos e quanto mais protegidos em nossas redomas morais e preconceituosas nos acharmos, mais dificuldade encontraremos em sorrir com pequenos detalhes que fazem a diferença e que nos trazem serenidade.

No sucesso e no infortúnio vamos vivendo e, até o dia do último suspirar, vamos adotando posturas e atitudes que revelam para nós mesmos o que somos. O coração mais embrutecido ainda é capaz de “produzir” bondade.

A morte, quando presente, revela o quão singela é a vida, pois ela é ceifada em qualquer hora, em qualquer lugar, por causas que são meras desculpas para interromper uma existência. A complexidade de entender a simplicidade da vida é que nela cabem tantas coisas que feitos de uma vida podem ecoar por milênios.

A humildade da vida é tão grande que ela própria se torna pequena; são tantas as possibilidades em seu curso que pode não haver nenhuma, por fim; há tanta contradição em tantos consensos que há beleza só de pensar na vida.

Viver, na concepção humilde de um escritor desconhecido, é um dom. A vida é uma mágica, em que os truques são feitos de improviso; no final haverá aplausos e muitas críticas. Porém, o importante é o show que houve, há e haverá sempre que existir vida.

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