Nos dias atuais

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Quantas pessoas estão em busca de um sentido para as suas vidas? Quantas pessoas, na ânsia de se sentirem notadas, cometem atrocidades? Por que o ser humano é tão insatisfeito? Por que tantas incompreensões? Por que é tão difícil entender a pigmentação da pele, a convicção do credo, da política e das ideologias? Por que não aceitar o outro como se quer ser aceito? Por que tanta violência? Tudo isso é da natureza humana? Vai ser sempre assim?

No mundo, desde os tempos mais remotos, há conflitos. O primeiro homicídio conhecido é relatado pela própria Bíblia. Narra o Livro Sagrado que Caim matou Abel, talvez por ciúmes, por inveja ou por razões que a própria “revelação” deixou de revelar. Entretanto, houve o desejo do assassino de ser o centro das atenções. Ele quis ser notado e almejou não sofrer uma imaginada indiferença de Deus.

O tempo passou, o homem domesticou diversos animais, deixou as cavernas, construiu proezas, destruiu coisas, objetos e dizimou a própria história. O homem também traiu seus princípios, contrariou sua natureza, navegou mares e aprendeu a voar. O homem ainda visitou o espaço sideral e, como se quisesse abandonar suas próprias dores, ele sumiu nos céus para depois voltar e outra vez sentir-se incompleto e desejoso.

As pessoas buscam um sentido para suas vidas, porque o cotidiano engole suas energias e, na maioria das vezes, as deixa fracas e desanimadas. As pressões do trabalho, da família, da comunidade, do consumismo e das imposições da autocrítica tiram a serenidade de quem não consegue se conectar com suas próprias verdades.

O desejo de ser alguém perante um grupo, quando é extremado, pode fazer com que a pessoa vá até as últimas consequências por uma atenção e um sentimento, que, ao contrário de ser de orgulho, pode ser de asco, de nojo e de aversão. Porém, mesmo nesses casos, o objetivo da atenção, nas mentes doentes, é alcançado e acaba, na matemática de uma mente lunática, sendo recompensado.

O ser humano planeja o amanhã, sendo até muito estimulado a se preocupar com o futuro; nisso, entram as ansiedades e o hoje vai ficando. O amanhã, para os demasiadamente insatisfeitos, nunca chega, porque sempre o amanhã é distante, sonhado e imaginado. O homem perde sua força e a sua vitalidade, sem que o desejado amanhã chegue.

Quantos homens trabalham e juntam fortunas, compram bens e desejam o amanhã, sendo no “hoje” apenas ansiosos, sem a capacidade de serem gratos? Os desejosos pelo amanhã sempre usam expressões assim: “quando eu fizer isso”, “quando eu conseguir aquilo”, “quando meus filhos crescerem”, “quando eu terminar isso”... A vida termina, e o amanhã ainda não chegou.

O pior é que cada vez mais as pessoas se perdem nesses labirintos de dúvidas e incertezas. As ansiedades, a falta de cordialidade, de gentileza e a ausência de outras virtudes, como a empatia, a solidariedade e o altruísmo geram preconceitos, racismo e violência de todos os gêneros. Das incompreensões surgem dores que, para serem extirpadas, só com muita força de vontade.

Acredito que grande parte das tendências e dos acontecimentos do cotidiano seja consequência do que o próprio homem faz com as informações que transmite, com as descobertas científicas, com o marketing, com a publicidade, bem como da maneira como as vidas familiares são geridas. Penso que o homem pode ser melhor, mais próximo do seu semelhante, sem que isso envolva religião, mas o que pode perfeitamente ser alcançado por meio dela.

A maioria dos fatores sociais que interferem diretamente em sua vida diária não depende de você, mas, no pouco que depender de sua urbanidade, de sua espiritualidade e de sua capacidade para as coisas melhorarem, você pode colaborar. As futuras gerações poderão agradecer.

O Brasil é o país das desigualdades, em razão de problemas crônicos e antiquíssimos. A melhora não virá com radicalismo, pois, sendo radical, as coisas não se forjam para o bem. Mas podemos melhorar um pouco o mundo e responder que as coisas não serão para sempre como se apresentam, que os índices de criminalidade cairão, que o IDH subirá para todos e que um dia todo o ser humano terá capacidade de prover sua própria existência com dignidade.

Utopia? Talvez, ou apenas uma forma positiva de enxergar a caminhada e de fazer uma pequena parte, pois o pessimismo e o negativismo não ajudam em nada. Tenha bons pensamentos e fale de coisas boas. Deixe as desgraças para os órgãos públicos, legalmente constituídos para esse fim, e ajude no que puder com boas ações. Assista a boas coisas; se as audiências caírem, esses programas de baixo nível de felicidade sairão da programação. Pense nisso!

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